domingo, 30 de setembro de 2007

capítulo 1


Querido Sebastian,

Sinto em ter que te escrever essa carta, e provavelmente, te vendo nestes últimos momentos, não matarei essa maldita saudade que corrói as paredes da minha alma.
Mas parece que há sempre algo que nos atrapalha, parece que as pessoas, ou talvez a vida querem nos separar.
Infelizmente, terei de ir para Paris, naquela viagem que eu já havia comentado com você. Dependendo de como tudo acontecer, poderei passar o verão por lá, mas eu ainda rezo pra que dê algo errado, pois quero passar o verão com você.
Você sabe, minha família me obriga a ir junto, mas eu te juro meu amor... A minha maior vontade é ficar (apesar de tudo que te contei).
Claro que Paris tem aquela atmosfera do inverno daquele ano, mas você é mais importante neste momento, mesmo que eu só possa te ver as sextas de manhã.
Querido, por favor, me entenda, acho melhor que a gente não se despeça, isso pode tornar tudo mais difícil, eu não posso te prometer nada, mas eu juro que neste momento, eu sinto sua falta, sinto muito mesmo.
Mas se algo acontecer, você, depois da gente, será o primeiro, a saber, não quero te magoar mais.
E se algo acontecer no caminho, saiba que eu fui com o pensamento em você, ouvindo Last nite do Strokes.
Era isso que eu tinha pra te dizer, quando eu voltar te aviso e a gente se encontra... No museu certo? Naquele lugar especial! Háháhá, as múmias verão tudo.
Gosto-te meu Sebastian.
Um beijo, saudades desde já.

Cheiro do nosso café.


Laura Speen.

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